Forças de segurança de Minas Gerais realizam manifestação contra o governo e insatisfação salarial

Policiais e Bombeiros lotaram o Centro de Belo Horizonte nesta segunda-feira (21). Entre as reivindicações da manifestação está recomposição salarial prometida em 2019.

Por Samara Tibúrcio

Policiais fazem manifestação em BH - Foto: Flávio Tavares / O Tempo
Policiais fazem protesto em BH – Foto: Flávio Tavares / O Tempo

Agentes das forças de segurança de Minas Gerais lotaram as ruas do centro de Belo Horizonte. Bombeiros, agentes socioeducativos e policiais civis, militares, protestavam desde às 9h desta segunda-feira (21). Categoria está insatisfeita com o governo estadual e reivindica a recomposição salarial da inflação (41%) dos últimos sete anos. 

De acordo com informações do movimento, participaram do ato mais de 20 mil pessoas, incluindo familiares vindos de diversas partes do estado. Somente do interior o número de veículos pode chegar a 80 ônibus e mais de 40 vans, que começaram a chegar no sábado, com ônibus de Governador Valadares, Itabira e Uberlândia, por exemplo, além de diversos carros particulares.

Ao longo da manhã os manifestantes saíram da Praça da Estação, onde estavam concentrados em sentido à Assembleia Legislativa, no bairro Santo Agostinho. O Grupo foi caminhando pela Avenida Amazonas até chegar à Praça Sete, onde o trânsito foi totalmente bloqueado, a cada parada os líderes do movimento aproveitam para discursar e enfatizar as reivindicações.

A insatisfação da categoria é pelo não cumprimento do acordo feito com Romeu Zema em 2019. O governador fez uma proposta de recomposição salarial e apresentou um projeto de lei concedendo aumento de 13% em 2020, 12% em 2021 e 12% em 2022. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou a proposta, e o primeiro reajuste, de 13%, foi pago em 2020.  Porém Zema vetou as duas últimas parcelas da recomposição, que agora são novamente cobradas pelos servidores.

O comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Rodrigo Sousa Rodrigues, reconheceu a legitimidade do movimento e afirmou que as negociações com o Estado continuam. “O Estado reconheceu nossas perdas inflacionárias e busca soluções para a reposição da remuneração da tropa, que tem se desdobrado para que o Estado continue a ser referência em segurança pública”.

O governo por meio de nota reafirma sua disposição para negociar e destaca que aguarda a aprovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para aplicar a recomposição da inflação sobre o salário de todas as categorias de servidores estaduais.

Após manifestação, estado de greve

Ao fim da manifestação os agentes realizaram votação aberta, ficou decidido por unanimidade entrar em paralisação até que o governador envie o projeto de recomposição salarial.  Os serviços de emissão de documentos pessoais e para automóveis estão suspensos. Outros detalhes de como vai prosseguir a paralisação e quais serviços irão funcionar ainda serão divulgados.

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