Após receberam salários pela metade motoristas de Ribeirão Preto anunciam greve do setor

Sem acordo entre o sindicato dos motoristas e a concessionária categoria iniciou a greve nesta terça-feira (8).

Por Samara Tibúrcio

Após receberem somente metade do salário de janeiro na última sexta-feira (4), motoristas do sistema de ônibus urbano de Ribeirão Preto entraram em greve nesta terça-feira (8). Cerca de 300 ônibus não circularam pela cidade, prejudicando diversos usuários do transporte coletivo.

Segundo o Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Seeturp), ocorreu uma reunião entre as partes, mas não houve acordo. A concessionária se comprometeu a pagar o restante do salário até o dia 18 deste mês, porém não houve esclarecimentos sobre o salário do mês de fevereiro. 

Segundo a nota divulgada pela concessionária, o setor vem enfrentando dificuldades financeiras por conta das consequências da Covid-19, “Nesses últimos dois anos, os empréstimos feitos pelas duas empresas do Consórcio já ultrapassaram R$ 60 milhões”. 

João Henrique Bueno, presidente do sindicato afirmou que cerca de 700 profissionais estão sendo atingidos pela falta do pagamento. O Consórcio divulgou que o departamento jurídico pretende acionar o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas (SP), para obrigar a circulação parcial da frota. 

A Transerp, empresa de Trânsito e Transporte Urbano afirmou que o sindicato pode ser multado por não ter divulgado sobre a paralisação com 72 horas de antecedência. Pegos de surpresa, os usuários precisaram buscar alternativas para poderem se locomover.

“Não estava sabendo, cheguei e fui pega de surpresa. Vou ter que pegar um Uber, vai ficar muito mais caro, porque o ônibus a gente tem o cartãozinho e paga. Não sei se é justa ou injusta a greve, mas a gente fica sem transporte, né?”, afirmou a diarista Roseli Ferreira dos Santos.

Com a baixa demanda de usuários durante a pandemia, a Prefeitura repassou ao Consórcio Pro Urbano cerca de 17 milhões de reais para ajuda na manutenção dos custos. Outra medida adotada pela Prefeitura foi o reajuste da tarifa de R$ 4,20 para R $5 a partir do dia 15 de fevereiro.

A Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp) informou que acompanha as negociações entre as empresas de ônibus e o sindicato dos motoristas e os rumos da paralisação.