Conta de luz mais cara: Cemig reajusta tarifas de energia

Reajuste para a  Cemig foi autorizado nesta terça-feira (21) e o aumento aprovado pode chegar a 5,22%.

Por Samara Tibúrcio

Foi autorizado nesta terça-feira (21) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o reajuste da tarifa de energia pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que atende a cerca de 8,8 milhões de consumidores no estado e é responsável pelo fornecimento em 774 municípios. 

O novo reajuste entra em vigor a partir desta quarta-feira (22), o aumento para consumidores residenciais será de 5,22% e para indústria e grandes comércios o aumento será de 14,31%. Em nota a Cemig informou que nos anos de 2020 e 2021 não houve reajuste e que apenas 23,1% do valor cobrado na tarifa é repassado à empresa.

“Os impostos arrecadados na tarifa de energia, como taxa de iluminação pública, ICMS, PIS e Cofins são repassados integralmente para as prefeituras, Governo Estadual e Governo Federal”, declarou a companhia. 

Outro reajuste autorizado foi da Energisa (companhia de distribuição de energia elétrica) que atua em 66 municípios do interior de Minas. O aumento para clientes de alta tensão foi de 21,51%, e para clientes de baixa tensão o aumento será de 15,19%. No consumo residencial o aumento pode chegar a 13,40%.

O professor do curso de economia do Ibmec-BH Hélio Berni afirmou que  “Não está sendo um ano muito fácil. Aumento no preço de alimentos, cesta básica subindo, combustível subindo e esse reajuste da energia já era esperado e  é mais um item para compor o processo de deterioração do poder de compra das famílias. 

Já o Economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio/MG), Guilherme Almeida sugere que a população redobre a atenção ao orçamento.

 “O planejamento orçamentário é recomendado em todas as situações, tornando-se fundamental em períodos de aperto. Não conseguimos controlar aquilo que não conhecemos, por isso, fazer um planejamento, contemplando receitas e despesas, além dos compromissos financeiros já contratados (dívidas) é essencial para tomada de qualquer decisão”, declarou.  

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