Casos de dengue disparam no Brasil em 2022

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o país teve um aumento de casos de 113% durante esse ano

Por Samara Tibúrcio

Após passar pelo surto da gripe e da Covid-19 o país precisa lidar agora com o surto de casos de dengue, segundo o boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde o país registrou 542 mil casos. Em comparação com o ano de 2021, o crescimento foi de 113,7% para o mesmo período.

Até o momento, 160 mortes por dengue foram confirmadas no país em 2022, sendo 56 em São Paulo, 19 em Goiás, 19 em Santa Catarina e 16 na Bahia. Outros 228 óbitos ainda estão sendo investigados. 

Locais com maiores registros de casos até 23 de abril:

  • Goiânia/GO, com 31.189 casos (2.004,9 casos/100 mil habitantes);
  • Brasília, com 29.928 casos (967,2/100 mil habitantes);
  • Palmas, com 9.080 casos (2.897,7 casos/100 mil habitantes); 
  • São José do Rio Preto (SP), com 7.466 casos (1.591,3 casos/100 mil habitantes); 
  • Votuporanga (SP), com 6.836 casos (7.113/100 mil habitantes).

O aumento no número de casos pode ter ocorrido por conta das chuvas intensas no Brasil que castigou diversas cidades no final de 2021 e começo de 2022, clima que é favorável ao mosquito. O mosquito Aedes aegypti é o responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, doenças que possuem sintomas parecidos e vêm atingindo diversas regiões do país. 

O primeiro sintoma da Dengue é a febre alta, entre 39° e 40°C., acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira no corpo. Pode haver perda de peso, náuseas e vômitos e geralmente dura de 2 a 7 dias.

A chikungunya tem início súbito de febre, que pode ser alta, porém menor que no caso de Dengue, dor muscular e nas articulações, dor de cabeça e exantema (erupção na pele). Os sinais costumam durar de 3 a 10 dias.  Até o último dia 23 de abril, foram registrados 47.281 casos prováveis, uma taxa de incidência de 22,2 casos por 100 mil habitantes no país, um aumento de 40% dos casos em relação ao mesmo período do ano passado.

A Zika tem como principal sintoma o exantema (erupção na pele) com coceira, febre baixa (ou ausência de febre), conjuntivite (olhos vermelhos sem secreção ou coceira), dor nas articulações, dor nos músculos e dor de cabeça. Normalmente os sintomas desaparecem após 3 a 7 dias. Até o dia 14 de abril foram registrados 2.118 casos prováveis, Em relação a 2021, os dados representam um aumento de 53,9% no número de casos. 

Vale ressaltar que o mosquito se reproduz quando a fêmea deposita seus ovos em recipientes com água parada limpa ou suja, começando o ciclo de vida do mosquito. Dessa forma, é importante que toda população esteja atenta aos possíveis criadouros e que redobre a vigilância.

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